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27.8.04

Até que enfim que me sento!


George Segal

Aqui estamos, não é verdade! Sozinhos para mais uma das nossas descansadas conversas, onde se dizem muitas coisas e outras nem por isso. É assim, às vezes, dizemos coisas que efectivamente não são grande coisa. Pequenos soluços da alma. E mais nada. Não arriscamos. Ficamos quietos, no cimo, onde estamos, e não importa se as paredes tremem pelo estardalhaço de uma qualquer tempestade que se aproxima. Mesmo assim, cá estou. Paciência, pronto.

Mas já não sei muito bem a quem escrever. Está tudo demasiado perto ou demasiado longe. Gente que passa por aqui, quando busco gente acolá. Talvez a verdadeira tempestade não seja mais do que esta minha constante falta de sono. Se sempre tivesse dormido bem, nunca aqui teria aparecido uma linha. Mas não. Está sempre aqui. A rondar.

Poderia dizer-vos que gostaria muito de contar todas as histórias, mas elas não são só minhas. Até poderia escrever, de vez em quanto, sobre algumas coisas agradáveis e confidenciar-vos que é bom não fazer absolutamente nada com os bons conselhos. Soltar todas as palavras de alma nua para melhor esquecer ou, quem sabe, para melhor trair. Deixar-me ir. Bem sei. Sou cobarde uma vez mais. Talvez deva mudar de estilo.

Estou-me maribando se me considerem séria ou não. Sei que sou cómica quando me dá para isso, mas fá-lo-ei mais tarde se não se importam.

E pronto, já está.
Ao fim e ao cabo, o melhor de tudo é regressar a casa.



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