31.5.04
Nós, os robertos
Confesso que, movida pela curiosidade e pela borla, fui no sábado passado ao Medina Show.
Revelo também que, desde o início, desconfio do bondoso senhor que luta por um mundo melhor e que, vestido de empresário maravilha, sedutoramente ludibriou muitos gestores com os intentos humanitários deste projecto, enquanto recheia abundantemente os bolsos.
Relembro igualmente que, a promessa de milhares de postos de trabalho para os jovens portugueses, traduz-se em grosso modo numa prestação de voluntariado.
Estou convencida, além disso, que em igualdade de circunstâncias - apoios de meios, financeiros e promocionais - existem empresas portuguesas com experiência creditada no nosso mercado para concretizar um evento de semelhante envergadura.
Diga-se de passagem, que nunca percebi o deslumbramento por um conceito que nem sequer teve a preocupação de se adaptar à realidade do país que o recebe.
Alvitro ainda, que o cartaz do Festival SuperBock SuperRock é de melhor qualidade que o apresentado no Festival do “ Roberto”.
Reconheço que não identifico o Rock In Rio em Lisboa como um Festival, mas tão somente como um recinto onde se realizam muitos concertos, em que os separadores entre bandas permitem ao Senhor Roberto Medina aparecer mais uns minutos nos diversos écrans, para mais uma campanha de autopromoção e de salvação das nossas crianças.
Admito que a organização não mede esforços para que tudo esteja perfeito e, aparentemente, tudo é quase perfeito. Uma fachada excessivamente "clean" que me deixou com a sensação de organização de seita religiosa com potencialidade para milagres mal explicados.
Enfim, má língua, dirão alguns. Nem tanto, dirão outros. Não volto, digo eu.
Confesso que, movida pela curiosidade e pela borla, fui no sábado passado ao Medina Show.
Revelo também que, desde o início, desconfio do bondoso senhor que luta por um mundo melhor e que, vestido de empresário maravilha, sedutoramente ludibriou muitos gestores com os intentos humanitários deste projecto, enquanto recheia abundantemente os bolsos.
Relembro igualmente que, a promessa de milhares de postos de trabalho para os jovens portugueses, traduz-se em grosso modo numa prestação de voluntariado.
Estou convencida, além disso, que em igualdade de circunstâncias - apoios de meios, financeiros e promocionais - existem empresas portuguesas com experiência creditada no nosso mercado para concretizar um evento de semelhante envergadura.
Diga-se de passagem, que nunca percebi o deslumbramento por um conceito que nem sequer teve a preocupação de se adaptar à realidade do país que o recebe.
Alvitro ainda, que o cartaz do Festival SuperBock SuperRock é de melhor qualidade que o apresentado no Festival do “ Roberto”.
Reconheço que não identifico o Rock In Rio em Lisboa como um Festival, mas tão somente como um recinto onde se realizam muitos concertos, em que os separadores entre bandas permitem ao Senhor Roberto Medina aparecer mais uns minutos nos diversos écrans, para mais uma campanha de autopromoção e de salvação das nossas crianças.
Admito que a organização não mede esforços para que tudo esteja perfeito e, aparentemente, tudo é quase perfeito. Uma fachada excessivamente "clean" que me deixou com a sensação de organização de seita religiosa com potencialidade para milagres mal explicados.
Enfim, má língua, dirão alguns. Nem tanto, dirão outros. Não volto, digo eu.
29.5.04
Transparência
Karen Savage
É aqui que sou prisioneira do teu laço.
É aqui que sacudo as asas e chilreio mais baixo.
É aqui que desvio as cortinas de mim e não pestanejo.
É aqui que dispo a máscara e envolvo-me no véu do feitiço.
É aqui que nasce água quando alastras os teus dedos em cada grão da minha pele.
É aqui que tudo acaba e começa, nestas minhas mãos que nada sabem agarrar.
Karen Savage
É aqui que sou prisioneira do teu laço.
É aqui que sacudo as asas e chilreio mais baixo.
É aqui que desvio as cortinas de mim e não pestanejo.
É aqui que dispo a máscara e envolvo-me no véu do feitiço.
É aqui que nasce água quando alastras os teus dedos em cada grão da minha pele.
É aqui que tudo acaba e começa, nestas minhas mãos que nada sabem agarrar.
26.5.04
25.5.04
Elizabeth King
Hoje,
Neste ar de espaços extintos, as traves das minhas certezas estremecem e, no silêncio, sem se agitar, a tua forma vinca o meu vazio.
23.5.04
#28
O perigo da falta de clareza das coisas não é a sua obscuridade, mas as possíveis utilizações dos seus reflexos.
O perigo da falta de clareza das coisas não é a sua obscuridade, mas as possíveis utilizações dos seus reflexos.
18.5.04
12.5.04
O beijo
Fre Ilgen
Que se insinua
Que se oscila
Que se desprende
Que se desdobra
Que se infiltra
Que se alastra
Que se sabe
Que me aquece
Fre Ilgen
Que se insinua
Que se oscila
Que se desprende
Que se desdobra
Que se infiltra
Que se alastra
Que se sabe
Que me aquece