31.10.05
Forte é a tentação,
Essa coisa da vida.
Lúcida e esmagadora
É a crença da providência.
Palpitante é a tentação,
Essa coisa da vida.
Lúcida e esmagadora
É a crença da providência.
Palpitante é a tentação,
Ansiedade do pecado implícito!
19.10.05
6.10.05
TENDO EM CONTA ISTO:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=176499&idCanal=13
Creio que deverá ser do conhecimento público que o projecto para o Fórum Lisboa nunca questionou a realização da Assembleia Municipal (com uma sessão semanal, à 3ª feira), bem como, ao longo de mais de um ano de programação, sempre acolheu todos os espectáculos de cariz mais tradicional e humanitário.
O Fórum Lisboa como uma plataforma experimental e alternativa, como espaço de encontro, criação e exposição, assumidamente urbano e de eixos temáticos era um dos grandes objectivos para um espaço que estava esquecido.
Mas como referi em outras ocasiões, nem sempre os acordos e calendários políticos se coadunam com os objectivos culturais a meio ou a longo prazo.
Estou completamente chocada que o resultado de um trabalho e que espectáculos como Lhasa, Josh Rouse, Mão Morta, Jorge Palma, Rodrigo Leão, Repórter Estrábico, Bernardo Sassetti, Jacinta, Feist, entre outros, seja reduzido a "actividades pouco dignas e respeitosas".
É importante que saibam o valor cobrado a todos os promotores que apresentaram os seus artistas no Fórum Lisboa - 1.000,00€ + Iva. Este valor incluí a cedência da sala com os serviços de limpeza, assistentes de sala, serviço de bilheteira e respectiva emissão de bilhetes, a presença dos dois elementos da PSP e do Reg. Sapadores Bombeiros, bem como a utilização do equipamento de luz existente no Fórum Lisboa.
Todavia, se a proposta apresentada pela Assembleia Municipal na sessão de Câmara de 31 de Agosto, aprovada com unanimidade por todos os vereadores, eventualmente assenta na cedência do Fórum Lisboa para a realização do Festival Gay e Lésbico (que, julgo, conta com apoio financeiro da própria Câmara Municipal de Lisboa), então tudo isto é uma pura perca de tempo.
Uma fantochada sem limites!!!!!
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=176499&idCanal=13
Creio que deverá ser do conhecimento público que o projecto para o Fórum Lisboa nunca questionou a realização da Assembleia Municipal (com uma sessão semanal, à 3ª feira), bem como, ao longo de mais de um ano de programação, sempre acolheu todos os espectáculos de cariz mais tradicional e humanitário.
O Fórum Lisboa como uma plataforma experimental e alternativa, como espaço de encontro, criação e exposição, assumidamente urbano e de eixos temáticos era um dos grandes objectivos para um espaço que estava esquecido.
Mas como referi em outras ocasiões, nem sempre os acordos e calendários políticos se coadunam com os objectivos culturais a meio ou a longo prazo.
Estou completamente chocada que o resultado de um trabalho e que espectáculos como Lhasa, Josh Rouse, Mão Morta, Jorge Palma, Rodrigo Leão, Repórter Estrábico, Bernardo Sassetti, Jacinta, Feist, entre outros, seja reduzido a "actividades pouco dignas e respeitosas".
É importante que saibam o valor cobrado a todos os promotores que apresentaram os seus artistas no Fórum Lisboa - 1.000,00€ + Iva. Este valor incluí a cedência da sala com os serviços de limpeza, assistentes de sala, serviço de bilheteira e respectiva emissão de bilhetes, a presença dos dois elementos da PSP e do Reg. Sapadores Bombeiros, bem como a utilização do equipamento de luz existente no Fórum Lisboa.
Todavia, se a proposta apresentada pela Assembleia Municipal na sessão de Câmara de 31 de Agosto, aprovada com unanimidade por todos os vereadores, eventualmente assenta na cedência do Fórum Lisboa para a realização do Festival Gay e Lésbico (que, julgo, conta com apoio financeiro da própria Câmara Municipal de Lisboa), então tudo isto é uma pura perca de tempo.
Uma fantochada sem limites!!!!!
29.9.05
26.9.05
Tecido reversível
Num passeio ao fim de tarde, quando, como quem pensa alto, passo em revista alguns dos dias passados, gesticulo em compreensível aprovação e desaprovação de mim própria e ouço-me dizer: “nos afectos sou a pessoa menos prática do mundo”.
Tento, juro que tento, abrir os olhos às (supostas) transparentes profundezas abaixo desta (suposta) superfície confusa. Mas, afinal, qual é o meu avesso?
Qual é o avesso deste tecido que penetra na pele?
Qual é o avesso do vestido que uso?
Num passeio ao fim de tarde, quando, como quem pensa alto, passo em revista alguns dos dias passados, gesticulo em compreensível aprovação e desaprovação de mim própria e ouço-me dizer: “nos afectos sou a pessoa menos prática do mundo”.
Tento, juro que tento, abrir os olhos às (supostas) transparentes profundezas abaixo desta (suposta) superfície confusa. Mas, afinal, qual é o meu avesso?
Qual é o avesso deste tecido que penetra na pele?
Qual é o avesso do vestido que uso?
21.9.05
Diabruras
Suspeito que deve haver um grupo de disfarçados cupidos à solta, que não são mais do que gordos e despenados diabinhos a quem o Demónio manda executar diabólicas travessuras para testar a nossa resistência. Quando assim é, isto sempre anima um pouco.
Suspeito que deve haver um grupo de disfarçados cupidos à solta, que não são mais do que gordos e despenados diabinhos a quem o Demónio manda executar diabólicas travessuras para testar a nossa resistência. Quando assim é, isto sempre anima um pouco.
Gostar é uma coisa muito subjectiva!
Diz-me o calendário que o conheci apenas por escassos dias, mas há afeições intensas que desenvolvem a sua própria duração interna, a luminosidade de um tempo transparente, independentemente do ritmo e da rota que escolhemos.
E quando assim é, há que considerar mais a cadência do que a voz, mais a multiplicidade dos sentidos do que a clareza das frases, mais a ressonância do que o som.
O que nem sempre acontece! O que nem sempre consigo!
Diz-me o calendário que o conheci apenas por escassos dias, mas há afeições intensas que desenvolvem a sua própria duração interna, a luminosidade de um tempo transparente, independentemente do ritmo e da rota que escolhemos.
E quando assim é, há que considerar mais a cadência do que a voz, mais a multiplicidade dos sentidos do que a clareza das frases, mais a ressonância do que o som.
O que nem sempre acontece! O que nem sempre consigo!
16.9.05

Bob Carlos Clarke
A forma física da palavra
Ao longo da vida, de uma maneira ou de outra, guio-me pelo ritmo das palavras que traçam o meu poema e caminho pelas suas rimas na deliciosa expectativa de dobrar as esquinas dos enlaces. Inspiro pausadamente enquanto deslizo de verso em verso, até ao reaparecimento no horizonte do almejado canto. E assim, saio e entro para um outro itinerário do pensamento.
Mas, por vezes, quando suspeito que a vulgaridade se esconde entre as palavras, permaneço encolhida no pé da página, sem a coragem necessária para atravessar graciosamente a rua da epopeia.
Que alguém nos valha!
Disseram coisas, mas não me disseram grande coisa. Já desconfiava!
Entramos na recta final da campanha eleitoral e nos derradeiros pareceres dos candidatos. Não me é possível verificar quer as afirmações quer os cálculos apresentados, mas é do conhecimento geral que temos o nosso futuro a crédito. Toda a gente o disse, gente que sabe.
Bem sei, devo confiar! Mas não me fio! Talvez esteja apenas cansada de tudo isto. Tenho a sensação, nada divertida, de ser uma peça das pretas que um autor de problemas de xadrez poderia chamar de “peão encurralado”.
Não pude deixar de pensar em que circunstâncias poderia o resultado deste jogo de cartas não provocar mais lágrimas, mas creio que não há limites à graça que um povo pode receber.
Cada um fala na sua versão da verdade. Julgava eu que só existia uma versão da verdade por ser ela mesma a própria da verdade. Enganei-me! Como outros políticos antes destes, parecem ter caído sob o feitiço da euforia enganadora.
E ainda há quem lhes beba à saúde! A quem nos lixa a saúde. Era aqui que a vassourada deveria começar!
Disseram coisas, mas não me disseram grande coisa. Já desconfiava!
Entramos na recta final da campanha eleitoral e nos derradeiros pareceres dos candidatos. Não me é possível verificar quer as afirmações quer os cálculos apresentados, mas é do conhecimento geral que temos o nosso futuro a crédito. Toda a gente o disse, gente que sabe.
Bem sei, devo confiar! Mas não me fio! Talvez esteja apenas cansada de tudo isto. Tenho a sensação, nada divertida, de ser uma peça das pretas que um autor de problemas de xadrez poderia chamar de “peão encurralado”.
Não pude deixar de pensar em que circunstâncias poderia o resultado deste jogo de cartas não provocar mais lágrimas, mas creio que não há limites à graça que um povo pode receber.
Cada um fala na sua versão da verdade. Julgava eu que só existia uma versão da verdade por ser ela mesma a própria da verdade. Enganei-me! Como outros políticos antes destes, parecem ter caído sob o feitiço da euforia enganadora.
E ainda há quem lhes beba à saúde! A quem nos lixa a saúde. Era aqui que a vassourada deveria começar!
14.9.05

Gary Woods
Sombra ou a interrupção da luz?
Não posso afirmar, mas a nossa sombra contínua andar sem nós.
Sombra ou a interrupção da luz?
Não posso afirmar, mas a nossa sombra contínua andar sem nós.
13.9.05
Onde está a estrela que seguimos até à manjedoura?
“Estou desorientado/a”, é uma daquelas expressões que utilizamos sem nos importarmos muito com o peso da desorientação que a própria palavra carrega.
Vejamos. Desorientação significa a perda do Oriente. E o Oriente orienta. É em relação ao Oriente que se navega. Pelo menos esta é a versão oficial.
Perder o Oriente é perder as certezas, as coordenadas, o conhecimento daquilo que é e do que pode vir a ser, e talvez a própria vida.
Numa palavra, desatinado. Por palavras simples, desvairado e maníaco.
A propósito, é curioso notar como é inferior o peso que o desnorteado carrega em comparação com o seu vizinho desorientado. Perder o Norte é perder-se temporariamente no espaço e no tempo, nada que um mapa ou a indulgência de um amigo não resolva.
Numa palavra, estouvado. Em palavras simples, imprudente e doidivanas.
Será ajustado supor que o reencontro com o Norte é mais fácil do que abraçar o Oriente?
De qualquer modo, o melhor é voltar para casa, ao fim e ao cabo...a rua é malvada.
“Estou desorientado/a”, é uma daquelas expressões que utilizamos sem nos importarmos muito com o peso da desorientação que a própria palavra carrega.
Vejamos. Desorientação significa a perda do Oriente. E o Oriente orienta. É em relação ao Oriente que se navega. Pelo menos esta é a versão oficial.
Perder o Oriente é perder as certezas, as coordenadas, o conhecimento daquilo que é e do que pode vir a ser, e talvez a própria vida.
Numa palavra, desatinado. Por palavras simples, desvairado e maníaco.
A propósito, é curioso notar como é inferior o peso que o desnorteado carrega em comparação com o seu vizinho desorientado. Perder o Norte é perder-se temporariamente no espaço e no tempo, nada que um mapa ou a indulgência de um amigo não resolva.
Numa palavra, estouvado. Em palavras simples, imprudente e doidivanas.
Será ajustado supor que o reencontro com o Norte é mais fácil do que abraçar o Oriente?
De qualquer modo, o melhor é voltar para casa, ao fim e ao cabo...a rua é malvada.
9.9.05
SMS - Manuscrito de um poema
Usam-se as palavras de uma língua aprendida, enfeitadas com um duplo sentido, traiçoeiras pelas sucessivas mudanças de forma, mas sempre repletas de significado.
São borrões soltos dos quais nenhum exibe o texto definitivo e haverá sempre um verso em falta, uma leitura hesitante que podia ser eu, tu ou esta estranha mistura.
Não gosto deste jogo de palavras, de um texto que nunca chega a ser texto, da inexistência de um romance, onde os gestos, os tiques e os toques, os cheiros e os sorrisos colhidos pelo olhar, não percorrem os espaços e os tempos enredados e acumulados, como eles ou nós próprios.
Será que as inventamos?
Será que realmente as construímos?
Só sei que, nesta música rotativa e maliciosa, perdem-se pormenores tão caros!
Decididamente, a minha paixão nunca será um fenómeno auditivo, mas um capricho visual.
Estranho, quando a vida não é mais do que uma mensagem escrevinhada às escuras, não acham?
12.8.05
24.11.04
KIMMO POHJONEN
O estonteante, magistral e arrebatador acordeonista finlandês Kimmo Pohjonen está de regresso a Portugal já no próximo mês de Dezembro.
Misturando de forma única os sons do acordeão com samplers e percussões a cargo de Samuli Kosminen, dos islandeses Múm, Pohjonen é, hoje em dia, um dos mais criativos artistas da Europa.
O seu único concerto em Portugal até agora aconteceu o ano passado no Festival Sons em Trânsito. O resultado foi arrasador com Gonçalo Frota (Blitz) a considerar esse espectáculo como um dos melhores do ano em Portugal e João Bonifácio no Público a intitular a sua crítica no Público com "Uma estátua para Pohjonen s.f.f."...
Uma oportunidade única para perceber como será a música ao longo do século XXI!!
FÓRUM LISBOA, dia 2 de Dezembro, às 22h00
Bilhetes à venda nas Fnac’s, Ticket Line, Fórum Lisboa e Agências de Viagem Abreu.
Preço único: 15 euros
Espreitar aqui
O estonteante, magistral e arrebatador acordeonista finlandês Kimmo Pohjonen está de regresso a Portugal já no próximo mês de Dezembro.
Misturando de forma única os sons do acordeão com samplers e percussões a cargo de Samuli Kosminen, dos islandeses Múm, Pohjonen é, hoje em dia, um dos mais criativos artistas da Europa.
O seu único concerto em Portugal até agora aconteceu o ano passado no Festival Sons em Trânsito. O resultado foi arrasador com Gonçalo Frota (Blitz) a considerar esse espectáculo como um dos melhores do ano em Portugal e João Bonifácio no Público a intitular a sua crítica no Público com "Uma estátua para Pohjonen s.f.f."...
Uma oportunidade única para perceber como será a música ao longo do século XXI!!
FÓRUM LISBOA, dia 2 de Dezembro, às 22h00
Bilhetes à venda nas Fnac’s, Ticket Line, Fórum Lisboa e Agências de Viagem Abreu.
Preço único: 15 euros
Espreitar aqui
3.9.04
.....?.....?.....?
Os perguntadores são cansativos. Fazem-nos perguntas, umas atrás das outras. Não serve de nada tentarmos despachar a coisa. Temos que repetir pelo menos três vezes para confirmação de todos os pormenores. Fico sempre na dúvida se realmente têm prazer em ver-nos falar ou se o objectivo é esgotar-nos.
Os perguntadores prejudicam gravemente a nossa saúde. Os perguntadores aumentam o consumo de tabaco.
Os perguntadores são cansativos. Fazem-nos perguntas, umas atrás das outras. Não serve de nada tentarmos despachar a coisa. Temos que repetir pelo menos três vezes para confirmação de todos os pormenores. Fico sempre na dúvida se realmente têm prazer em ver-nos falar ou se o objectivo é esgotar-nos.
Os perguntadores prejudicam gravemente a nossa saúde. Os perguntadores aumentam o consumo de tabaco.
27.8.04
Até que enfim que me sento!
George Segal
Aqui estamos, não é verdade! Sozinhos para mais uma das nossas descansadas conversas, onde se dizem muitas coisas e outras nem por isso. É assim, às vezes, dizemos coisas que efectivamente não são grande coisa. Pequenos soluços da alma. E mais nada. Não arriscamos. Ficamos quietos, no cimo, onde estamos, e não importa se as paredes tremem pelo estardalhaço de uma qualquer tempestade que se aproxima. Mesmo assim, cá estou. Paciência, pronto.
Mas já não sei muito bem a quem escrever. Está tudo demasiado perto ou demasiado longe. Gente que passa por aqui, quando busco gente acolá. Talvez a verdadeira tempestade não seja mais do que esta minha constante falta de sono. Se sempre tivesse dormido bem, nunca aqui teria aparecido uma linha. Mas não. Está sempre aqui. A rondar.
Poderia dizer-vos que gostaria muito de contar todas as histórias, mas elas não são só minhas. Até poderia escrever, de vez em quanto, sobre algumas coisas agradáveis e confidenciar-vos que é bom não fazer absolutamente nada com os bons conselhos. Soltar todas as palavras de alma nua para melhor esquecer ou, quem sabe, para melhor trair. Deixar-me ir. Bem sei. Sou cobarde uma vez mais. Talvez deva mudar de estilo.
Estou-me maribando se me considerem séria ou não. Sei que sou cómica quando me dá para isso, mas fá-lo-ei mais tarde se não se importam.
E pronto, já está.
Ao fim e ao cabo, o melhor de tudo é regressar a casa.
George Segal
Aqui estamos, não é verdade! Sozinhos para mais uma das nossas descansadas conversas, onde se dizem muitas coisas e outras nem por isso. É assim, às vezes, dizemos coisas que efectivamente não são grande coisa. Pequenos soluços da alma. E mais nada. Não arriscamos. Ficamos quietos, no cimo, onde estamos, e não importa se as paredes tremem pelo estardalhaço de uma qualquer tempestade que se aproxima. Mesmo assim, cá estou. Paciência, pronto.
Mas já não sei muito bem a quem escrever. Está tudo demasiado perto ou demasiado longe. Gente que passa por aqui, quando busco gente acolá. Talvez a verdadeira tempestade não seja mais do que esta minha constante falta de sono. Se sempre tivesse dormido bem, nunca aqui teria aparecido uma linha. Mas não. Está sempre aqui. A rondar.
Poderia dizer-vos que gostaria muito de contar todas as histórias, mas elas não são só minhas. Até poderia escrever, de vez em quanto, sobre algumas coisas agradáveis e confidenciar-vos que é bom não fazer absolutamente nada com os bons conselhos. Soltar todas as palavras de alma nua para melhor esquecer ou, quem sabe, para melhor trair. Deixar-me ir. Bem sei. Sou cobarde uma vez mais. Talvez deva mudar de estilo.
Estou-me maribando se me considerem séria ou não. Sei que sou cómica quando me dá para isso, mas fá-lo-ei mais tarde se não se importam.
E pronto, já está.
Ao fim e ao cabo, o melhor de tudo é regressar a casa.
23.7.04
18.6.04
10.6.04
A Alma Furera
Talvez, porque cheguei atrasada.
Talvez, porque, por defeito profissional, estou cada mais exigente.
Talvez, porque já trabalhei em três grandes produções deste grupo (Noun, MTM e Manes).
Talvez, porque conheça pessoalmente os originais fureros, agora com as suas barrigudinhas proeminentes.
Talvez, porque sempre gostei da surpresa, da provocação e da inter-acção, a que nos habituaram.
Talvez, porque os Senhores da Administração do Porto de Lisboa em conjunto com a Capitania do Porto proibiram a lotação de 1000 pessoas, autorizando somente 500 presenças diárias, eliminando qualquer possibilidade de “jogo corpo a corpo” essencial neste espectáculo.
Talvez, porque estes senhores tiveram a coragem de sugerir a realização do espectáculo no cais de santos e não no barco.
Talvez, porque mediante todas as dificuldades apresentadas pelas autoridades portuárias, o grupo equacionou levantar ancoras e seguir rumo à Figueira da Foz.
Talvez, porque este espectáculo está autorizado em vários continentes e, é aqui, na cidade que se gaba por acolher eventos internacionais, que ignorantemente se dificulta a realização de um espectáculo por este decorrer num espaço não convencional.
Talvez, porque exigem ao grupo a permanência de forças de prevenção (polícia marítima e ambulâncias) em quantidade superior a qualquer concerto com mais de 5.000 pessoas.
Talvez, porque diariamente efectuam um controlo cerrado ao número de entradas e, inclusive, pretendem proibir a utilização dos efeitos de fogo, uma componente essencial neste espectáculo.
Talvez, porque só obtiveram a autorização para a realização do espectáculo, cerca de 4 horas antes do seu início, quando os pedidos foram efectuados no início de Maio.
Talvez, estes senhores tenham arruinado a alma de um espectáculo, que diariamente luta para permanecer ancorado no nosso porto.
Talvez, por tudo isto, eu não senti a alma furera.
Talvez, porque cheguei atrasada.
Talvez, porque, por defeito profissional, estou cada mais exigente.
Talvez, porque já trabalhei em três grandes produções deste grupo (Noun, MTM e Manes).
Talvez, porque conheça pessoalmente os originais fureros, agora com as suas barrigudinhas proeminentes.
Talvez, porque sempre gostei da surpresa, da provocação e da inter-acção, a que nos habituaram.
Talvez, porque os Senhores da Administração do Porto de Lisboa em conjunto com a Capitania do Porto proibiram a lotação de 1000 pessoas, autorizando somente 500 presenças diárias, eliminando qualquer possibilidade de “jogo corpo a corpo” essencial neste espectáculo.
Talvez, porque estes senhores tiveram a coragem de sugerir a realização do espectáculo no cais de santos e não no barco.
Talvez, porque mediante todas as dificuldades apresentadas pelas autoridades portuárias, o grupo equacionou levantar ancoras e seguir rumo à Figueira da Foz.
Talvez, porque este espectáculo está autorizado em vários continentes e, é aqui, na cidade que se gaba por acolher eventos internacionais, que ignorantemente se dificulta a realização de um espectáculo por este decorrer num espaço não convencional.
Talvez, porque exigem ao grupo a permanência de forças de prevenção (polícia marítima e ambulâncias) em quantidade superior a qualquer concerto com mais de 5.000 pessoas.
Talvez, porque diariamente efectuam um controlo cerrado ao número de entradas e, inclusive, pretendem proibir a utilização dos efeitos de fogo, uma componente essencial neste espectáculo.
Talvez, porque só obtiveram a autorização para a realização do espectáculo, cerca de 4 horas antes do seu início, quando os pedidos foram efectuados no início de Maio.
Talvez, estes senhores tenham arruinado a alma de um espectáculo, que diariamente luta para permanecer ancorado no nosso porto.
Talvez, por tudo isto, eu não senti a alma furera.





